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Carlos Seixas homenageado no Festival da Póvoa de Varzim



O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, que se realizará em Julho, propõe uma programação que abrange vários períodos musicais e uma homenagem ao compositor Carlos Seixas, por ocasião do tricentenário do seu nascimento. O festival de música erudita traz este ano à Póvoa de Varzim alguns nomes de referência do panorama musical, designadamente, os pianistas Nikolai Lugansky e Jean Marc Luisada, a cravista Blandine Rannou, o agrupamento Florilegium e a soprano portuguesa Elisabete Matos. João Marques, director-executivo e artístico do Festival desde 1984, frisou que, "este ano, voltam a encontrar-se grandes nomes dos palcos internacionais e também jovens instrumentistas portugueses". Este ano, entre os novos intérpretes portugueses está o vencedor do Prémio Jovens Músicos/RDP 2003, o violoncelista Marco Ferreira. A meio-soprano Cristina Gonçalves, em recital com o pianista Luís Pipa, o violinista Bruno Monteiro e a pianista Bárbara Dória são outros dos jovens músicos que participarão no Festival. A abertura do Festival, dia 9 de Julho, não será musical, mas com uma conferência do musicólogo Rui Vieira Nery sobre o compositor Marcos de Portugal. Este compositor português será homenageado noutras duas ocasiões neste Festival: no dia 19 de Julho, na Igreja de São Pedro de Rates, pelo Portogalante Ensemble sob a direcção de Filipe Veríssimo e dia 25 de Julho pelo agrupamento Florilegium, dirigido por Ashley Solomon, na Igreja Matriz da Póvoa. "Curiosamente, em ambos os espectáculos poderemos escutar uma das mais celebradas obras de Carlos Seixas: o Concerto para cravo e orquestra de arcos", disse João Marques. O compositor português "sendo bem conhecido dos melómanos e dos alunos de tecla, continua ainda um desconhecido para o grande público", disse o director do Festival. O Festival de Música da Póvoa já criou "hábitos culturais não só na zona Norte do país como de interesse junto de outras regiões e de muitos turistas", afirmou. "Um Festival cuja programação é abrangente e eclética, abrindo-se à exploração das diversas épocas da História da Música, da Idade Média à contemporaneidade", disse João Marques. In Público.pt 18-05-2004 - 20h25

 

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